
Os Ecos Urbanos estrearam um coro comunitário na Peregrinação Poética no dia 7 de março.
A associação e o CLDS 5G de S. João da Madeira levaram à Peregrinação Poética um coro de 20 participantes, dirigido por Patrícia Lestre e acompanhado por Sónia Sobral no acordeão.
Criadoras do projeto Salverde, que cruza poesia com música tradicional escrita para acordeão, abriram o seu repertório aos poemas preferidos do grupo. Juntámo-nos e aconteceu magia.
Agora somos os Salverdecos.
Acolhemos o público ao som do acordeão da Sónia Sobral, bastava seguir o som para encontrar o início da Peregrinação Poética. Fomos o palco 1 e também, guias do caminho entre os espaços do Museu do Calçado e a Torre da Oliva.
Abrimos com “Amargo Estilo Novo”, de António Gedeão, num solo da Beatriz Coutinho. Seguimos com “A Propósito das Estrelas”, de Adília Lopes. Depois, com “Calle Príncipe, 25”, de José Tolentino Mendonça, em cante alentejano, saímos de palco e formámos uma espiral musical ao longo das escadas até ao palco 2.
Foi com um frevo que musicava “Amar!”, de Florbela Espanca — que encerrámos a Peregrinação Poética deste ano.
A Patrícia Lestre tornou-nos elásticos: aquilo que à partida era para o palco 1 expandiu-se e guiou todo o caminho da Peregrinação Poética, ao som das vozes e do acordeão.
Os Ecos Urbanos agradecem a Pedro Lamares pelo convite e acolhimento, bem como à organização da Poesia à Mesa pela oportunidade de integrar esta celebração da poesia que ainda ecoa pela cidade.
