Ser rapper por um dia? Sim, é possível!

Integrado na programação da Poesia à Mesa, este workshop de Rap, Hip-Hop e Poesia, Sir Scratch vai orientar um grupo de até 12 participantes numa sessão dedicada aos princípios fundamentais destas práticas artísticas.

A oficina é essencialmente prática: ao longo da sessão, os participantes serão convidados a escrever, partilhar e interpretar os seus próprios textos, explorando técnicas poéticas como a anáfora, a contradição ou a litania, em formatos como Poetry Slam e Spoken Word. Tudo culmina na experiência única de estar ao microfone e dar voz às palavras.

Podem trazer poemas, letras ou simplesmente uma folha em branco — não é necessária experiência prévia.

A Associação de Jovens Ecos Urbanos associa-se a esta iniciativa por acreditar no poder da criação artística e da cultura urbana como ferramentas de participação, reflexão e expressão das novas gerações.

🎤 Público jovem
🎟️ Participação gratuita
📅 14 de março | 🕒 15h00
📍 Sala Ecos Urbanos – Oliva Creative Factory
📩 Inscrições obrigatórias: bibliotecamunicipal@cm-sjm.pt

Esperamos por vocês!

 

 

Os participantes chegam de livros nas mãos. Servem-se de chá e sentam-se em círculo. São cerca de 25 pessoas, dos 11 aos 78 anos, que há um mês ensaiam para integrar a Peregrinação Poética do próximo sábado e conduzir o público numa viagem sonora, visual e sensorial que une música e poesia desde o Museu do Calçado até às salas da Torre da Oliva.

Ana Coutinho chegou com a filha de 11 anos. Foi Beatriz quem trouxe a mãe ao coro formado pelos Ecos Urbanos e pelo CLDS 5G, em colaboração com as músicas Patrícia Lestre e Sónia Sobral, para a Peregrinação Poética de 2026. Beatriz aprende ukulele e canto improvisado com Patrícia Lestre e será, juntamente com Sónia Sobral, protagonista do momento de abertura da peregrinação.

A proposta artística que a associação levará à Peregrinação Poética começa com um convite ao projeto Salverde. Patrícia Lestre e Sónia Sobral unem poesia e música do cancioneiro tradicional português, num diálogo sensível entre voz e acordeão.

Para além de terem aceite o convite de imediato, Patrícia Lestre revela “A minha história com os Ecos é longa. Com eles são sempre trabalhos muito diferentes e loucos. Quando querem explorar e sair um bocadinho da caixa, digo logo que sim, porque sei que com eles tudo é possível”.

A “magia” desta conjugação, como lhe chama a cantora, nasce de um intenso trabalho técnico. Inicialmente, o projeto não estava pensado para se abrir à comunidade, mas o resultado superou expectativas. “Pedimos poesias às pessoas e fizemos o trabalho de juntar esses poemas com as músicas que a Sónia gosta de tocar, outras que tivemos de procurar e até criámos algumas. É uma magia que não consigo explicar.” Além das vozes e do acordeão, os coralistas usam o corpo e pequenos acessórios na interpretação, ampliando a dimensão performativa do espetáculo.

Para Lurdes Terra, que também chegou ao coro através da filha, a experiência tem sido “muito gratificante. Convivemos com pessoas maravilhosas. Há encadeamento, há algum improviso, mas no fim resulta. A gente consegue dar a volta.” O seu poema favorito é “A propósito das estrelas”, de Adília Lopes.

A “natureza performativa” da associação foi o motivo que levou o ator Pedro Lamares, curador do evento, a dar aos Ecos Urbanos liberdade para escolher os poemas, dentro dos autores homenageados em edições anteriores da Poesia à Mesa. Florbela Espanca, Adília Lopes e José Tolentino Mendonça foram as escolhas do grupo. Ana Coutinho destaca especialmente um verso deste último “levamos anos a esquecer alguém que apenas nos olhou”, que o coro interpretará em cante alentejano.

Para a associação, no âmbito do trabalho realizado pelo Centro Comunitário, formar um coro foi quase uma escolha natural. Cantar em conjunto é um dos gestos humanos mais antigos e mais poderosos. Nasce da voz individual, mas floresce no coletivo. Quando as vozes se unem, não se cria apenas música: cria-se comunidade.

Nos ensaios, isso torna-se evidente. Entre adolescentes e reformados, experientes e iniciantes, cada voz encontra lugar. Partilham o mesmo ritmo, a mesma respiração, o mesmo verso. Escutam-se. Ajustam-se. Criam pontes invisíveis.

Mais do que preparar um espetáculo, constroem um espaço de pertença. É essa a proposta do Centro Comunitário dos Ecos Urbanos para a Peregrinação Poética 2026: um processo onde a música e a poesia se tornam espaço de encontro e de potência coletiva.

A Peregrinação Poética realiza-se no dia 7 de março, às 16h, com início na Torre da Oliva/Museu do Calçado, e contará ainda com a participação da atriz Lúcia Moniz, convidada especial que protagonizará o momento de encerramento.

Não perca.

📢 Estão abertas as inscrições para o concurso Poesia na Corda.

O Concurso Poesia na Corda 2026 marca a abertura e acompanha toda a 24.ª edição do Festival Literário POESIA À MESA.

De 1 a 27 de março, os poemas poderão ser colocados nos estendais disponíveis pela cidade.

Promovido pela Associação Ecos Urbanos, em parceria com a Biblioteca Municipal de S. João da Madeira, este concurso assume a forma de um estendal poético, aberto à comunidade, com o objetivo de:
✨ Incentivar o gosto pela poesia
✨ Dar voz à criatividade
✨ Promover a participação de todas as pessoas

📍 Onde participar?
Poderá deixar o seu poema nos seguintes locais:
Mercado Municipal
Centro Coordenador de Transportes de S. João da Madeira
Associação de Jovens Ecos Urbanos
Shopping 8.ª Avenida
Oliva Creative Factory

🔐 Privacidade
Os formulários de inscrição expostos em locais públicos não incluem dados pessoais. Para garantir a privacidade, os poemas deverão ser enviados diretamente por email ou WhatsApp com a identificação necessária.

🏆 Prémios
Serão atribuídos prémios por cada faixa etária.
📜 Regulamento em PDF AQUI
🎧 Regulamento versão áudio - AQUI

Queremos que todas pessoas possam participar de forma acessível e segura.
Pode enviar o seu poema através de: 🎧 Áudio-poema (formato mp3) ou  📮 Por correio
Envie o poema devidamente identificado (nome, idade, contacto e título do poema) para:
Associação de Jovens Ecos Urbanos - Casa das Associações - Avenida Dr. Renato Araújo, n.º 441, 1.º piso - 3700-244 S. João da Madeira ou coloque na caixa de correio da Biblioteca Municipal.

📧 Por email
Envie para: geral@ecosurbanos.pt  ou bibliotecamunicipal@cm-sjm.pt
Com a identificação necessária (nome, idade, contacto e título do poema) Assunto: POESIA NA CORDA 2026

📱Por WhatsApp (para: 969849736)

🏫 Participação nas escolas
Nas escolas de S. João da Madeira, a participação decorre através da Rede de Bibliotecas Escolares.

🏭 Participação nas fábricas aderentes
Belcinto| CFPIC |CTCP| Cortadoria| FEPSA| Viarco, em articulação com o Turismo Industrial

📚 Entrega de Prémios
A cerimónia de entrega dos prémios decorrerá na Biblioteca Municipal, em data a anunciar.

Voluntariado como motor de coesão social da comunidade local

 

A cerimónia pública, promovida pela Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES), de entrega do Galardão da Autarquia Voluntária, realizada no passado dia 24 de fevereiro, no Teatro Thalia, em Lisboa, reconheceu, na terceira edição, o papel de 29 municípios  e 2 juntas de freguesia na promoção do voluntariado.
Criado com o objetivo central de distinguir e reconhecer, publica e formalmente, o trabalho das autarquias, esta distinção visa ainda potenciar uma rede de partilha, que privilegie a monitorização, o reconhecimento e a divulgação de boas práticas que podem ser assumidas e replicadas por outros territórios.
O Banco Local de Voluntariado de S. João da Madeira, promovido pela associação, no âmbito do Centro Comunitário, com a parceria da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira, Centro Humanitário de S. João da Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa, ACAIS - Associação do Centro de Apoio aos Idosos Sanjoanenses, UAb – CLA de S. João da Madeira, CERCI S. João da Madeira - Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades CRL e a Liga dos Amigos do Hospital São Sebastião, reconhece este galardão como uma iniciativa capaz de potenciar ainda mais o voluntariado no município.
A associação esteve representada pelo Diretor Técnico, acompanhando a Sr. a Vereadora Dr.a Dulce Santos e a chefe de Divisão da Ação Social, Inclusão e Saúde, da Câmara Municipal de S. João da Madeira.
fotografias: Ecos Urbanos e CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social

🎭 PRÓXIMA CULTURA CONJUNTA - dia 14 de março no Teatro Nacional S. João 🎭

A Cultura Conjunta convida toda a comunidade para mais uma ida ao teatro!

Desta vez vamos assistir a “Falsas Histórias Verdadeiras: Uma Pina Colagem”, a nova criação de Victor Hugo Pontes — encenador e coreógrafo que transforma o movimento em palavra e a palavra em movimento.

Com música de A Garota Não, este espetáculo constrói um universo (en)cantado, acrobático e musical, celebrando o mundo às avessas de um dos nossos maiores poetas: Manuel António Pina “Oh, juntar os pedaços de todos os livros/e desimaginar o mundo”

Uma peça plena de humor, inventividade verbal e delicioso nonsense.

📍 TNSJ – Porto
📅 Sábado: 14 de março
🕑 Saída: 18h
🕑 Regresso: 20h 30m
🚍 Ponto de encontro: Centro Coordenador de Transportes de S. João da Madeira
👨‍👩‍👧‍👦 M6
💶 1€ (inclui bilhete, transporte e seguro)
📩 Inscrições: até 10 de março
Envie email para geral@ecosurbanos.pt, com o assunto: Cultura_Conjunta_14mar2026: identifique o nome completo, data de nascimento, número de contribuinte, e contacto telefónico.

A Cultura Conjunta é uma iniciativa aberta à comunidade, promovida pela associação, em parceria com a Junta de Freguesia de S. João da Madeira e a Câmara Municipal de S. João da Madeira, unindo pessoas através do acesso à cultura.

Mais informações:
📞 256 824 532 (rede fixa) | 969 849 744 / 969 849 736 (rede móvel)
🕓 Segunda a sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30

Este ano dá + Eco ao teu IRS. Não custa nada. A nossa comunidade agradece.

Apresentamos a nossa Campanha IRS 2026 para que possas consignar 1% do teu IRS liquidado, à nossa causa, sem que isso represente qualquer custo para ti.

As pessoas que beneficiam do trabalho da associação através do Centro Comunitário Ecos Urbanos, Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social S. João da Madeira (SAAS SJM) -  Ecos Urbanos e Apartamento de Autonomização – Casa Ecos de Futuro, e que são apoiadas nas suas diferentes necessidades, nomeadamente; géneros alimentares, artigos de higiene pessoal e habitacional, medicação, tratamentos e exames, despesas de habitação e transporte, entre outras, agradecem.

💚 Consignação do IRS de 2025, em 2026:
A entrega do IRS 2026, referente aos rendimentos de 2025, é feita entre 1 de abril e 30 de junho de 2026, independentemente, da categoria de rendimentos do/a contribuinte. Contudo, a partir de dia 1 de Janeiro, já é possível escolher, previamente, a instituição a que pretendes consignar o teu IRS e IVA no Portal das Finanças.

No Portal das Finanças, na opção “Entregar IRS”,  terás que entregar a declaração de rendimentos (Modelo 3); Na secção Rosto, verás, do lado esquerdo, o quadro 11 e aí terás que selecionar o campo 1101 – selecionando a opção IRS e colocando o nosso número de contribuinte - 504713809.

Até 2 de março 2026
Validar faturas no Portal e-Fatura.

1 de janeiro a 31 de março 2026
Podes comunicar a instituição ou associação a quem pretendes consignar o teu IRS e IVA, no Portal das Finanças mesmo antes da entrega da tua declaração de IRS. Para isso necessitas apenas de clicar neste link para comunicar Entidade a Consignar IRS/IVA.

1 de abril a 30 de junho de 2026
Neste período, o mais usual, é teres que adicionar o número de identificação fiscal (NIF) da entidade a que pretendes fazer a tua consignação da entrega da tua declaração de IRS. Podes ver o processo mediante, se tens uma entrega de IRS automática ou uma entrega de IRS manual.

Caso não seja comunicada nenhuma entidade, a quem consignar o IVA/IRS, não será considerada nenhuma consignação, por isso reforçamos o nosso pedido, para colocares o nosso número de contribuinte: 504713809.

FAQ´s / Perguntas Frequentes

Consignar IVA 15%
Poderás ainda, se quiseres, prescindir do reembolso dos 15% do IVA suportado em faturas de serviços comunicadas à Autoridade Tributária, doando-o aos Ecos Urbanos, e assim a tua ajuda chega ainda a mais pessoas. Atenção que, ao contrário do IRS, o IVA implica custos.

Porque passou a consignação de IRS de 0,5% para 1%
A dia 2 de Maio de 2024, o Concelho de Ministros aprovou a passagem de 0,5% para 1%, o limite da consignação pelos/as contribuintes de receita de IRS a favor de instituições sociais, culturais, religiosas ou com fins ambientais. Esta medida foi posteriormente apoiada por todos os partidos políticos em plenário da Assembleia da República e publicada em diário da República dia 14 de Novembro.

Consignar 1% do meu IRS já liquidado aos Ecos Urbanos tem custos?
Ao destinar 1% do seu IRS já liquidado, aos Ecos Urbanos, não tem qualquer custo adicional para ti. Ao fazê-lo, estás a canalizar parte dos teus impostos para uma instituição à sua escolha.

Posso decidir o destino de parte dos meus impostos?
A lei portuguesa permite que todos/as os/as contribuintes possam doar 1% do seu IRS já liquidado a Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Coletivas de Utilidade Pública, entre as quais a Associação de Jovens Ecos Urbanos, segundo o art.º 32.º, n.º 6 da Lei n.º 16/2001 de 22 junho.

Porquê destinar 1% do meu IRS já liquidado?
Neste momento é muito importante contar com o apoio de todas as pessoas para garantir o máximo de retorno financeiro para investirmos na nossa atividade social, nomeadamente, junto das crianças, jovens, adultos e população sénior da nossa comunidade.

Um/a empresário/a em nome individual pode consignar o IRS?
Sim, um/a empresário/a em nome individual pode fazer a consignação do seu IRS. O prazo a respeitar é o mesmo que o prazo geral de entrega de IRS.

Um/a trabalhador/a independente pode consignar o IRS?
Sim, um/a trabalhador/a independente pode fazer a consignação do seu IRS. O prazo a respeitar é o mesmo que o prazo geral de entrega de IRS.

Partilha e divulga pela tua família, amigos/as, colegas, vizinhos/as, conhecidos/as...e nas tuas redes sociais.
Vais fazer toda a diferença.

Este ano dá + Eco ao teu IRS. Não custa nada. A nossa comunidade agradece.

Segue o nosso trabalho no nosso facebook AQUI e  instagram AQUI 

+ info: telefone: 256824532 (custo de chamada para rede fixa) | telemóvel: 969849744 (custo de chamada para rede móvel) | email: geral@ecosurbanos.pt | horário: 2ª a 6ª feira das 09h às 13h e das 14h às 17h 30m.

Atenção, Juventude de S. João da Madeira, a Semana da Juventude começa contigo!

A Semana da Juventude de S. João da Madeira está a chegar!

De 16 a 18 de julho, o Skatepark transforma-se num ponto de encontro de artes, cultura, amizade e diversão, com uma programação diversificada, vibrante, que poderá incluir a tua ideia.

Participa neste Open Call!
👉 Quem desejas ver ao vivo?
👉 Tens ideias para o evento?
👉 Tens um/a DJ favorito/a que adorarias ver atuar?
👉 Conheces alguém com talento que aches que mereça brilhar?
👉 Gostarias de fazer parte da sua construção?

Queremos ouvir-te!
A tua participação é essencial para tornar o evento à tua medida.
É muito simples – acede AQUI

Se vives, estudas ou trabalhas em S. João da Madeira, esta é a tua oportunidade de dar voz às tuas escolhas e ajudar a construir um evento à tua medida!

📅 Aceitamos sugestões até 5 de março! Não deixes para depois.
🔥 A tua opinião conta. Junt@s fazemos acontecer!
Vamos construir a melhor Semana da Juventude de sempre 💥💛
Até já!

+ informações:
telefones: 256824532 (custa da chamada para rede fixa nacional) - 969849744 e/ou 969849736 (custo da chamada para rede móvel nacional).
horário: de 2ªa a 6ª feira das 9h às 12h 30m e das 14h às 17h 30m.
email: semanadajuventude@ecosurbanos.pt

 

Campanha de Natal 2025  - À Mesa com Todos

No âmbito da Campanha de Natal “À Mesa com Todos”, da Missão Continente, que decorreu de 1 de novembro a 25 de dezembro de 2025, a Associação de Jovens Ecos Urbanos agradecem, de forma sentida, a todos/as os/as clientes, que participaram nesta iniciativa solidária.

Durante o período da campanha foram vendidos vales solidários de 1€ e 5€  nas lojas Continente de S. João da Madeira, dando oportunidade aos/às clientes de conhecerem e apoiarem a nossa instituição numa loja de proximidade. Para além das doações na loja, os/as clientes puderam ainda contribuir através da app Cartão Continente e do Continente online. sendo, neste caso, o valor angariado repartido por todas as organizações beneficiárias da campanha.

Graças à generosidade de todas as pessoas, foi possível angariar um contributo essencial, num total de 7.000,00€ para apoiar as famílias que acompanhamos diariamente no âmbito do nosso trabalho e intervenção.

Deixamos, ainda, um agradecimento especial à Missão Continente e à Loja Continente Bom Dia - S. João da Madeira e Continente - S. João da Madeira pelo apoio e parceria.

Vamos continuar a fazer Eco.
Obrigado por acreditarem na nossa missão!

Quando a arte cria raízes: Ecos Urbanos levam a voz dos territórios ao PARTIS & Art for Change

A Associação de Jovens Ecos Urbanos (Ecos Urbanos) representada pela Maria João Leite estiveram em destaque no encontro PARTIS & Art for Change, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação “la Caixa”, que decorreu no passado dia 6 de fevereiro, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

A edição deste ano reuniu artistas, investigadores, responsáveis institucionais e agentes comunitários para um dia de reflexão em torno dos direitos culturais, da participação cultural e do papel da arte na transformação social e territorial. Num programa marcado pela diversidade de contextos e experiências, a intervenção dos Ecos Urbanos destacou-se pela ênfase na continuidade, na escuta ativa e na construção de relações duradouras com as comunidades.

Na sessão de abertura, o papel da cultura como motor de desenvolvimento social esteve no centro do debate. Cristina Casalinho, Administradora Executiva da Fundação Calouste Gulbenkian, sublinhou a arte enquanto espaço comum de encontro, pertença e mitigação de vulnerabilidades sociais. Já José Pena do Amaral, membro do Conselho Estratégico para Portugal da Fundação “la Caixa” e da Comissão de Responsabilidade Social do BPI, reforçou a importância de projetos artísticos e culturais pensados a longo prazo, alertando para os limites de intervenções pontuais sem continuidade.

O painel da manhã, moderado por Mariana Maia de Oliveira, centrou-se na relação entre território, cultura e desigualdade. Eliana Sousa Silva, fundadora da Redes da Maré, no Rio de Janeiro, trouxe um olhar crítico a partir da sua experiência em 15 favelas da zona norte da cidade, sublinhando que não é possível falar de cultura quando direitos fundamentais estão comprometidos. Defendeu ainda a produção de conhecimento a partir das próprias comunidades como forma de contrariar narrativas estigmatizantes sobre territórios periféricos.

Foi neste contexto que a intervenção da Maria João Leite, dos Ecos Urbanos, ganhou especial relevância. A sua reflexão destacou a necessidade de criar e sustentar relações de confiança com as comunidades, em particular com os públicos mais jovens, e a importância da presença continuada no território. A partir de exemplos concretos do trabalho desenvolvido pela associação na interseção entre Desenvolvimento Social, Arte, Cultura e Juventude, Maria João Leite reforçou que a transformação social exige tempo, compromisso e enraizamento local.

A experiência dos Ecos Urbanos foi apresentada como um exemplo de trabalho assente na proximidade, na escuta ativa e na criação de espaços seguros de participação cultural, onde os processos se constroem com cuidado e respeito pelos ritmos e identidades de cada território. Esta perspetiva foi partilhada por outros intervenientes do painel, que sublinharam que projetos artísticos de proximidade só o são verdadeiramente quando colocam as comunidades no centro.

Ainda durante a manhã, Nuno Preto, do coletivo Espaço Invisível, destacou a importância de conhecer profundamente os contextos locais antes de intervir, enquanto Mauro Wah, da Associação de Moradores do PER11, deu um testemunho marcante sobre o impacto da demolição do bairro onde vivia e da deslocação forçada da comunidade. A sua intervenção evidenciou como a perda do território implica também a perda de redes afetivas, identidade e quotidianos partilhados.

A discussão prosseguiu com Nuno Preto, que sublinhou que, embora o tempo seja frequentemente associado à qualidade dos projetos, todas as pessoas que chegam, independentemente do momento, têm voz e contributos relevantes. Destacou ainda que o maior legado de muitos projetos reside nas pessoas e nos processos de contágio positivo que se geram, mesmo quando os resultados mais visíveis demoram a surgir.

A reflexão sobre desigualdades territoriais foi aprofundada por Nael d’Almeida, da Associação Nossa Fonte e Kubata, que chamou a atenção para territórios frequentemente definidos pelas suas ausências e dificuldades de acesso. Defendeu que o reconhecimento cultural deve traduzir-se em condições concretas de trabalho, na profissionalização dos artistas e na existência de espaços culturais para além dos espaços de criação.

No painel da tarde, moderado por Kathleen Gomes, o debate centrou-se nas relações entre território, comunidades e políticas públicas. Pedro Adão e Silva abordou as fronteiras geográficas e simbólicas que continuam a gerar desigualdades, defendendo que a cultura pode assumir, no século XXI, um papel semelhante ao da educação enquanto elevador social. António Brito Guterres questionou até que ponto as políticas públicas refletem a diversidade das cidades, enquanto Anabela Rodrigues, do Grupo do Teatro do Oprimido, sublinhou que trabalhar o social é, inevitavelmente, fazer política.

O encontro terminou com várias questões em aberto: como contrariar a hierarquização entre alta e baixa cultura? Existem desertos culturais ou desertos institucionais? E como garantir que a arte e a cultura contribuem efetivamente para a transformação social?

A presença da associação e a intervenção de Maria João Leite reforçaram uma ideia transversal a todo o encontro: a transformação cultural faz-se com tempo, proximidade e compromisso, a partir do local, com escuta ativa e relações duradouras. Uma reflexão que deixou no ar a pergunta final: poderá a arte ser esse lugar comum onde as comunidades se encontram, se reconhecem e constroem futuro em conjunto?

Créditos fotográficos: Carlos Porfírio - Fundação Gulbenkian

Carnaval 2026 - 17 de fevereiro

A Direção da Associação de Jovens Ecos Urbanos, comunica que a instituição estará encerrada, na próxima terça-feira de Carnaval, dia 17 de fevereiro de 2026.

Agradecemos a sua compreensão.
Os nossos melhores cumprimentos.

S. João da Madeira, 30 de janeiro de 2026
A Direção

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